terça-feira, 7 de julho de 2009

Orixá Oxosse
Oxossi é irmão de Ogum e Exu e possui características semelhantes às dos irmãos. É o guerreiro das matas que busca alimento para sua família. Sua maior preocupação era preservar todas as espécies de vida animal para que elas não se extinguissem e, assim, não acabasse o alimento para a humanidade. Corajoso e viril, é considerado o mais bonito e charmoso dos orixás.
Diz a lenda que Oxossi abandonou sua família por um encantamento de Ossaim, mesmo sendo alertado por sua mãe Iemanjá. Depois disso, ela teria impedido que ele voltasse para casa, obrigando – o a viver nas florestas. Isso fez com que ele aprimorasse seus dotes de caçador, mas sua vida foi de solidão e abandono. Os filhos de Oxossi têm bastante jovialidade e rapidez física e mental. Também são vaidosos e intuitivos.
CONHECENDO MAIS DE OXOSSE
Oxossi, deus dos caçadores, seria irmão mais jovem ou filho de Ogun. Seu culto encontra-se quase extinto na África, nos países de língua Yorubá, o entanto é muito difundido no Novo Mundo, tanto no Brasil quanto em Cuba. Isto explica-se, talvez, pelo fato de Kétu, na África, haver sido completamente destruído e saqueado pelas tropas do rei Daomé, no século passado, sendo os seus habitantes vendidos como escravos para o Brasil e para a Cuba,
inclusive os iniciados no Culto de Oxossi, chegou-se a tal ponto que, embora existindo ainda, em Kétu, os locais onde Oxossi recebia outrora oferendas e sacrifícios, já não existem, atualmente, pessoas que saibam ou desejam cultuá-lo.
No Brasil, seus numerosos iniciados usam colares de cor verde ou azul claro quinta-feira é o dia da semana que lhe é consagrado; Oxossi tem como o símbolo, tanto na África como no Brasil, um arco e flecha de ferro batido; sacrificam-lhe porcos e são-lhe oferecidos pratos de Axoxo, milho fervido, servido com pedaços da polpa de coco. Oxossi é sincretizado na Bahia com São Jorge e, no rio de Janeiro, com São Sebastião. No decorrer das cerimônias públicas do Xiré dos Orixás, ele segura em uma das mãos o arco e a flecha, seus símbolos, e tem na outra um Erukerê, espanta-moscas, insígnia de dignidade dos reis da África e que lembra e ter sido ele so rei de Kétu. Suas danças imitam a caça, a perseguição do animal e o arremesso da flecha. É sau dado com o grito Oké
A importância de Oxossi devi-se, na África, a diversos fatores:
O primeiro, era descoberta, no decorrer de suas expedições, de local favorável ao estabelecimento de uma roça ou de um vilarejo. Tornava-se, assim, o primeiro ocupante do lugar e senhor da terra, Onilé, com autoridade sobre os habitantes que aí viessem a se instalar posteriormente.
O terceiro, de ordem administrativa e policial pois, outrora, os caçadores, Odés, eram os únicos a possuir armas nos vilarejos, servindo também como guardas noturnos, Oxós.
uma lenda explica a origem do nome de Oxossi:
"Olofin Odudúa, rei de Ifé, celebrava a festa dos novos inhames, esquecendo-se, porém, de fazer uma oferenda às feiticeiras. Havia grande multidão no pátio do Palácio Real.
Olofin estava sentado em grande estilo, magnificamente vestido, cercado de suas mulheres e de seus ministros, enquanto que escravos o abanavam e espantavam moscas, tambores batiam e louvores eram entoados em sua honra. Os convivas conversavam alegremente, e felizes festejavam o vento, comendo os inhames novos e bebendo vinho de palma. Subitamente, um pássaro gigantesco planou sobre a multidão, indo se empoleirar sobre o teto do prédio central do Palácio do Rei. Este pássaro malvado era mandado pelas feiticeiras, chamadas Eleyés, proprietárias de pássaros utilizados na realização de nefastos trabalhos. No Palácio reinava a confusão e o desespero. Foram procurados, sucessivamente, quatro Oxós, caçadores guardiães da noite, chamados respectivamente de Oxotôgun, o atirador de vinte flechas, Oxotoji, o atirador de quarenta flechas, Oxatadotá, o atirador de cinqüenta flechas e Oxótakanxox, o atirador de uma única flecha. Nenhum dos três primeiros - todos muitos seguros de si mesmo um pouco fanfarrões - conseguiu atingir o pássaro, apesar de possuírem, todos eles, grande habilidade. O pássaro, de proporções gigantescas, era protegido pelo poder das feiticeiras.
Quando chegou a vez de Oxótakanxox, sua mãe foi consultar um Babalaô que lhe declarou o seguinte: "Seu filho está somente a um passo, seja da morte, seja da riqueza. Faça uma oferenda e a morte se transforma em riqueza".
Ela foi depositar, então, na estrada, uma galinha que havia sido sacrificada, cortando-lhe e abrindo-lhe o peito, pois essa foi a boa maneira de se fazer uma oferenda às feiticeiras. A mãe de Oxátakanxoxô pronunciou três vezes um encantamento: "Que o peito do pássaro aceite esta oferenda!!!" Era o momento preciso em que seu filho lançava sua única flecha. O pássaro deixara relaxar, exatamente agora, o seu poder protetor, o qual teria impedido a oferenda de chegar ao seu peito e, assim, a flecha de Oxátakanxoxô o atingiu em cheio. Ele caiu pesadamente ao chão e morreu. Todo mundo se pôs a cantar e a dançar:
"Oxowusi! Oxo é popular! Oxowusi! Oxo é popular!"
Com o passar do tempo, Oxowusi transformela ou-se em Oxossi.
Conta-se no Brasil, que Oxossi era irmão de Ogun e de Exú, todos três filhos de Yemanjá. Exú, por ser indisciplinado e insolente com sua mãe, foi por mandado embora.
Os outros dois filhos se conduziam melhor. Ogun trabalhava no campo e Oxossi caçava nas florestas vizinhas. A casa encontrava-se, assim, abastecida de produtos agrícolas e de caça. Yemanjá, no entanto, andava inquieta e resolveu consultar um Babalaô. Este aconselhou não mais deixar Oxossi ir à caça, pois se arriscava a encontrar Osanyin, aquele que possuía o conhecimento das virtudes das plantas e que vivia nas profundezas da floresta. Oxossi ficaria exposto, assim, a um feitiço de Ossanyin para obrigá-lo a permanecer em sua companhia.
Em vista disto, Yemanjá ordenou ao filho que renunciasse às suas atividades de caçador. Este, porém, de personalidade independente, continuou as suas incursões à floresta. Partia em companhia de outros caçadores que tinham o hábito de, ao chegarem aopé de uma grande árvore, Iroko (Chlorophora excelsa), se separarem, indo à caça isoladamente, para se encontrarem, no final do dia, no mesmo local. Certa noite, Oxossi não voltou ao local do encontro, nem respondeu aos apelos dos outros caçadores. Ele tinha encontrado Ossanyin que o convidou à beber uma poção onde certas folhas tinham sido maceradas, caindo assim em estado de amnésia. Não sabia mais quem era nem onde morava. Ficou, pois, vivendo em companhia de ossanyin, como havia previsto o Babalaô.
Ogun, inquieto pela ausência do irmão, partiu à sua procura, encontrando-o nas profundezas da floresta. Ele o trouxe de volta, mas Yemanjá , irritada, não quis receber o filho desobediente. Revoltado com a intransigência materna, Ogun recusou-se a continuar em casa. É por este motivo que o local consagrado a ogun encontra-se sempre ao ar livre. Quanto a Oxossi, este preferiu voltar para a floresta, para perto de Ossanyin, Yemanjá desesperada por ter perdido os três filhos, transformou-se em um rio.
O contador desta lenda, no Brasil, destaca o fato de que "estes quatro deuses Yorubás-Exú, Ogun, Oxossi e Ossanyin - são igualmente simbolizados por objetos em ferro forjado e vivem todos eles ao ar livre".
O arquétipo de Oxossi é aquele das pessoas espertas, rápidas, sempre alertas e em movimento. São pessoas cheias de iniciativa e sempre na pista de novas descobertas ou de novas atividades. Têm o senso da responsabilidade e dos cuidados para com a família, são hospitaleiras, generosas, amigas de ordem, mas gostam muito de trocar de local de residência e achar novos meios de existência em detrimento, algumas vezes, de uma vida doméstica harmoniosa e calma.
Uma lenda explica como surgiu o nome de Òsóòsì, derivado de Òsówusì (“o guarda-noturno é popular’’): “Olófin Odùduà, rei de Ifé, celebrava a festa dos novos inhames, um ritual indispensável no início da colheita, antes do quê, ninguém podia comer desses inhames. Chegado o dia, um grande multidão reuniu-se no pátio do palácio real. Olófin estava sentado em grande estilo, magnificamente vestido, cercado de suas mulheres e de seus ministros, enquanto os escravos o abanavam e espantavam as moscas, os tambores batiam e louvores eram entoados para saudá-lo. As pessoas reunidas conversavam e festejavam alegremente, comendo dos novos inhames e bebendo vinho de palma. Subitamente um pássaro gigantesco voou sobre a festa, vindo pousar sobre o teto do prédio central do palácio. Esse pássaro malvado fora enviado pelas feiticeiras, as Ìyámi Òsòròngà, chamadas também as Eléye, isto é, as proprietárias dos pássaros, pois elas utilizam-nos para realizar seus nefastos trabalhos. A confusão e o desespero tomaram conta da multidão. Decidiram, então, trazer, sucessivamente, Oxotogun, o caçador das vinte flechadas, de Idô; Oxotogí, o caçador das quarenta flechas, de Moré; Oxotadotá, o caçador das cinqüenta flechas, de Ilarê, e finalmente Oxotokanxoxô, o caçador de uma só flecha, de Iremã. Os três primeiros, muito seguros de si e um tanto fanfarrões, fracassaram em suas tentativas de atingir o pássaro, apesar do tamanho deste e da habilidade dos atiradores. Chegada a vez de Oxotokanxoxô, filho único, sua mãe foi rapidamente consultar um babalaô, que lhe declarou: “Seu filho está a um passo da morte ou da riqueza. Faça uma oferenda e a morte tornar-se-á riqueza”. Ela foi então colocar na estrada uma galinha, que havia sacrificado, abrindo-lhe o peito, como devem ser feitas as oferendas às feiticeiras, e dizendo três vezes: “Que o peito do pássaro receba esta oferenda”. Foi no momento preciso que seu filho lançava sua única flecha. O pássaro relaxou o encanto que o protegia, para que a oferenda chegasse ao seu peito, mas foi a flecha de Oxotokanxoxô que o atingiu profundamente. O pássaro caiu pesadamente, se debateu e morreu. Todo mundo começou a dançar e a cantar: “Oxó (Òsó) é popular! Oxó é popular! Oxowussi (Òsówusì)! Oxowussi!! Oxowussi!!!” Com o tempo, Òsówusì transformou-se em Òsóòsì.
Conta-se no Brasil que Oxóssi era irmão de Ogum e de Exu, todos os três filhos de Iemanjá. Exu era indisciplinado e insolente com sua mãe e por isso ela o mandou embora. Os outros dois filhos se conduziam melhor. Ogum trabalhava no campo e Oxossi caçava na floresta das vizinhanças, de modo que a casa estava sempre abastecida de produtos agrícolas e de caça. Iemanjá, no entanto, andava inquieta e resolveu consultar um babalaô. Este lhe aconselhou proibir que Oxóssi saísse à caça, pois arriscava-se a encontrar Ossaim, aquele que detém o poder das plantas e que vivia nas profundezas da floresta. Oxóssi ficaria exposto a um feitiço de Ossaim para obrigá-lo a permanecer em sua companhia. Iemanjá exigiu, então, que Oxóssi renunciasse a suas atividades de caçador. Este, porém, de personalidade independente, continuou suas incursões à floresta. Ele partia com outros caçadores, e como sempre faziam, uma vez chegados junto a uma grande árvore (ìrókò), separavam-se, prosseguindo isoladamente, e voltavam a encontrar-se no fim do dia e no mesmo lugar. Certa tarde, Oxóssi não voltou para o reencontro, nem respondeu aos apelos dos outros caçadores. Ele havia encontrado Ossaim e este dera-lhe para beber uma porção onde foram maceradas certas folhas, como a amúnimúyè, cujo nome significa “apossa-se de uma pessoa e de sua inteligência”, o que provocou em Oxóssi uma amnésia. Ele não sabia mais quem era nem onde morava. Ficou, então, vivendo na mata com Ossaim, como predissera o babalaô. Ogum, inquieto com a ausência do irmão, partiu à sua procura, encontrando-o nas profundezas da floresta. Ele o trouxe de volta, mas Iemanjá não quis mais receber o filho desobediente. Ogum, revoltado pela intransigência materna, recusou-se a continuar em casa (é por isso que o lugar consagrado a Ogum está sempre instalado ao ar livre). Oxóssi voltou para a companhia de Ossaim, e Iemanjá, desesperada por ter perdido seus filhos, transformou-se num rio, chamado Ògùn ( não confundir com Ògún, o orixá). O narrador desta lenda chamou atenção para o fato de que “esses quatro deuses Iorubás- Exu, Ogum, Oxóssi e Ossaim – são igualmente simbolizados por objetos de ferro forjado e vivem todos ao ar livre.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Xango

Divindade do fogo e do trovão e da justiça. Rei de Oyó. Tem grande importância nos segmentos do candomblé com origem em terras Yorubá, importância esta representada pelo seu instrumento sagrado chamado Xére - que é tratado e visto com grande respeito por qualquer aborixá (adorador de orixá).
XANGÔ é um Orixá temido e respeitado, é viril e violento, porém justiceiro, e muito vaidoso. Xangô era muito atrevido e violento, porém, grande justiceiro, sempre castigando os ladrões e malfeitores. Por este motivo diz-se que quem teve morte por raio, ou sua casa, ou negócio queimado pelo fogo, foi vítima da ira ou cólera de Xangô.
Seu símbolo principal é a machada de dois gumes ou dupla (Oxê). Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos trancados, pertencem a Xangô, Rei de Oyó, marido de Oyá, Oxum e Oba. Sua saudação é Caô Cabiecilê!
Os filhos de Xangô são extremamente enérgicos, autoritários, gostam de exercer influência nas pessoas e dominar a todos, são líderes por natureza, justos honestos e equilibrados, porém quando contrariados, ficam possuídos de ira violenta e incontrolável. Os filhos de Xangô são tidos como grandes conquistadores, são fortemente atraídos pelo sexo oposto e a conquista sexual assume papel importante em sua vida.
XANGÔ — Orixá dos Raios e Trovões !!!
Odùdùa, um guerreiro que vinha de uma cidade do Leste, invadiu com seu exército a capital do povo chamado Ifé. Esta cidade depois se chamou Ifé, quando Odùdùa se tornou seu governante.
Odùdùa tinha um filho chamado Acambi e Acambi teve sete filhos e seus filhos ou netos foram reis de cidades importantes. A primeira filha deu-lhe um neto que governou Egbá, a segunda foi mãe do Alaketo, o rei de Keto, o terceiro filho foi coroado rei da cidade de Benim, o quarto foi Orungã, que veio a ser rei de Ilê Ifé, o quinto filho foi soberano de Xabes, o sexto, rei de Popôs, e o sétimo foi Oraniã, que foi rei de Oyó.
Esses príncipes eram vassalos do rei de Ilê Ifé, que então se transformou no centro de um grande império, cujo nome era Oyó. Odùdùa era o grande rei de Oyó. Ele unificou as mais importantes cidades daquela região, mais tarde conhecida como sendo a terra dos yorubás. Em cada cidade ele pôs no trono um parente seu.
Ele foi o grande soberano dos reinos yorubás. Ele foi chamado o primeiro Alafim, o rei de Oyó. Quando Odùdùa morreu, os príncipes fizeram a partilha dos bens do rei entre si e Acambi ficou como regente do império até sua morte, nunca tendo sido, contudo, coroado rei do império. Nunca lhe foi atribuído o título de Alafim.
Com a morte de Acambi, foi feito rei Oraniã, o mais jovem dos príncipes do império, que tinha se tornado um homem rico e poderoso. A ancestral Ilé Ifé era a capital dessa vasta região conhecida como Oyó. O Alafim Oraniã foi um grande conquistador e solidificou o poderio de Oyó.
Um dia Oraniã levou seus exércitos para combater o povo que habitava uma região a leste de seu império. Era uma guerra muito difícil, mas, antes de ganhar a guerra, o oráculo o aconselhou a estacionar com os seus homens, pois ali ele haveria de muito prosperar. Assim foi feito e aquele acampamento a leste de Ilé Ifé tornou-se uma cidade poderosa.
Essa próspera povoação foi chamada cidade de Oyó e veio a ser a grande capital do império fundado por Odùdùa. Com a morte de Oraniã, seu filho Ajacá foi coroado terceiro Alafim de Oyó. Ajacá, que tinha o apelido de Dadá por causa de seu cabelo encaracolado, era um homem pacato e sensível, com pouca habilidade e nenhum tino para governar.
Dadá-Ajacá tinha um irmão que fora criado na terra dos nupes, um povo vizinho dos yorubás, filho de Oraniã com a princesa Iamassê, embora haja quem diga que a mãe dele foi Torossi, filha de Elempê, o rei dos nupes, também chamados tapas. Esse filho de Oraniã era Xangô, grande guerreiro, que fundara uma pequena cidade chamada Cossô, nas cercanias da capital Oyó.
Xangô, que era o rei de Cossô, uma cidade tributária de Oyó, um dia destronou o irmão Ajacá-Dadá, e o exilou como rei de uma pequena cidade, onde usava uma pequena coroa de búzios, chamada coroa de Baiani. Xangô foi assim coroado o quarto Alafim de Oyó, governando o império de Odùdùa e Oraniã por sete anos.
Quando Xangô morreu, e dizem que foi obrigado a se enforcar num momento de crise de seu império, seus ministros procuraram seu corpo e não encontraram. Compreenderam então que ele tinha entrado para o Orum e instituíram seu culto. Xangô havia se transformado em Orixá.
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